quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

doiSMILEcatorze

Todo ano, no começo ou no fim, nas últimas ou primeiras semanas eu venho aqui.
Tirando o ano em que perdi meu herói, não tinha cabeça pra nada durante muito tempo ali, desde que criei o blog (e antes nos diários que escrevia) eu fazia uma nota, um balanço, uma citação ou um desejo ou tudo junto.
Lembrava e listava o que foi ruim e o que foi bom, os risos e choros, mudanças, conquistas, quedas, perdas, vitórias, coisas superadas.
Mas de que tipo de coisa perdida ou superada tem consciência uma garotinha de 15 anos.
Não tenho mais 15, aliás os 20 batem a porta, nem por isso acredito que deixei de ser uma garotinha.
Acreditem ou não, importante ou não, todas as idades tem suas perdas e ganhos e momentos em que o mundo vai explodir (de tristeza na sua cabeça ou de não comportar a sua alegria).
Vamos aos fatos, 2013: ano ímpar (tem minha antipatia aí), segundo da faculdade, ia ser o segundo de namoro (acabou virando primeiro de novo), com emprego, carta de motorista e mais uma série de coisas.
De repente me vi cansada, estressada, dolorida, velha e sem alegria de viver (isso foi o primeiro semestre). Aos poucos fui cumprindo o final da oração "livrai-me de todo o mal". Me vi varrendo (Deus sabe o quanto detesto varrer kk) da minha vida e dos meus dias aquilo que achei que não tava me fazendo bem.
Sofri, chorei, passei por angústias maiores do que consigo listar. Ganhei responsabilidades diferentes, virei amiga da minha Vó alguém com quem ela pode contar e chorar e babá dos meus primos, pra dar uma liberdade a ela.
Virei desempregada e solteira, me senti sozinha, fraquejei e pensei que nada ia dar certo de novo.
Me senti incapaz, dependente e triste.
E então como num passe de mágica *puff* veio o 2013 do segundo semestre.
Consegui uma bolsa na faculdade e um emprego freela como recreadora num hotel, me soltei e fui viver.
Senti meu coração bater mais forte pela primeira vez em anos, e mais forte do que nunca.
Teve enrolação, indireta, beijo roubado, quebra de protocolo, namoro novo, tudo causando um rebuliço no ano ímpar com número do louco.
Me dei bem na faculdade, me dei mal na faculdade, briguei por coisas sem sentido e assenti quando queria discordar.
Me estressei, achei que era mais do que podia aguentar. Me apoiei em você. Brigamos, fizemos as pazes.
E eu vejo agora que tentando levantar meu segundo semestre, as lembranças fortes (boas ou ruins) incluem você.
O ano acabou, veio a tristeza que agora é comum a época. Teve complicações na faculdade, vi o lugar que aprendi a amar contaminado, interditado, sujo e abandonado.
Teve a ausência infindável do Vô em todas as horas, teve a ausência quase que irreversível do pai em muitas das horas.
Tiveram as horas em que eu quis ausentar e fugir.
Mas mais que nunca, 2013 foi o ano da mutação, da evolução. A lagarta saiu do casulo como borboleta, penou mas aprendeu a voar.
Teve retorno pro ballet, teve cantoria no meu quarto.
E quando acabou, deixou a sensação de valer por pelo menos uns 4 anos.
E então veio o ano par, 2014. Voluntariado na Copa do Mundo, um cachorro, aprendi a andar de patins e essa é só a segunda semana. Mal posso esperar (mentira espero com prazer) pela reflexão no fim desse, porque ele tá prometendo.
Ah aprendi uma grande lição em 2013 que levo pra vida: me esforçarei sempre e ao máximo para ser infinita.
Feliz ano novo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

É como se fosse completo no sentido mais amplo da palavra.
Minha maior fraqueza, a maior dificuldade e a maior tristeza você veio e compensou.
Nunca me senti exatamente parte de nada, nos seus braços encontrei meu lugar no mundo.
Você por outro lado, encontrou em mim um exercício vivo da sua maior dificuldade. A confiança que você depositou em mim não pode ser medida em padrões normais.
Somos estranhamente completos juntos e aí consiste a ausência se estranheza.
Porque você sem querer e nem pensar me deu o que eu procurava e dessa forma naturalmente esquisita seguimos em paz rumo ao desconhecido.
E a cada beijo é como se fosse um sopro de vida. Ao mesmo tempo que falta o ar parece que até então nunca tínhamos respirado antes.
E cada pequena atitude, a cada pequena palavra, parece que o coração derrete e o ar some só pra ser renovado no próximo beijo.
É os planos assustadores saem naturalmente boca a fora. Entre os abraços e olhares acalentadores a vida segue e o dia amanhece.

domingo, 17 de novembro de 2013

Sabe o que parece? Parece com quando a gente tá jogando um jogo e "upa" de nível.
É simples assim, sempre esteve tudo bem, mas as coisas que passaram nos últimos 3 meses fizeram com que a gente chegasse nesse ponto.
A sintonia é maior (se é que é possível imaginar isso) e temos consciência plena das nossas poucas diferenças. Por outro lado, nas pequenas coisinhas a gente vai percebendo o quanto o sentimento flui.
Você me abriga do medo nos momentos de turbulência e me faz rir sem motivo pra relaxar.
Mais do que nunca somos dois e a nossa liberdade é o que nos prende, se antes éramos muito amigos com beijos, agora somos casal (como as pessoas insistem em nos chamar).
Amigos de todas as horas, amor de todas as horas, sonhos pro futuro e campos de batata frita.
Eu sei que diante do tempo de uma vida, três meses não é nada. E mesmo que essa vida não seja com você, vou me lembrar dos melhores momentos (todos, talvez rs) e de você neles.
Porque você me afetou de tal forma, que a sua paixão por ter asas transcendeu e ficou em mim e ver você sorrindo é a paisagem mais bonita de todas as viagens.
Me apaixonei por você porque achava interessante e hoje vejo que talvez nunca mais encontre alguém, algum amigo ou amiga que entenda minha maneira estranha de ver o mundo (e ainda concorde).
E as palavras são dispensáveis, o modo sutil como você me abraça inconscientemente me basta para sorrir bastante.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Uma vez me disseram que eu queria um relacionamento com um garoto não com um homem, pura e simplesmente porque eu queria coisas mais leves.
Eu, particularmente não acredito muito nessa definição de homem e garoto, mas enfim, o que eu encontrei transcende qualquer definição.
Posso chorar meus medos, angústias e incertezas pro futuro. Posso passar horas discorrendo sobre sonhos e vontades, debatendo nome de cachorro e soluções para uma vida cotidiana ainda distante.
Posso desenhar borboletas de caneta colorida e claves de sol como se fosse a terceira série. Trocar bilhetes no meio da aula e fazer desenhos como se fosse a quinta. Posso ainda sair correndo sem razão pelo simples fato de ter vontade e ter companhia pra isso.
Talvez eu quisesse mesmo um garoto pra acompanhar a minha molecagem, mas eu ganhei mais.
Às vezes a gente escolhe os caminhos diferentes pra chegar no mesmo fim e em vez de brigar a gente brinca.
E mesmo no dia em que trocamos palavras duras, eu ouvi você dizer a vontade que você tinha de eu ser a mulher da sua vida.
Acho apenas que você é meu garoto, que sabe bem o que quer e a hora de falar sério. Mas não dispensa seu humor inglês e muito menos as marcas geradas pelos chutes na canela de amor.
Então consegui enfim de uma relação aquilo que eu achava certo: parceria, cumplicidade, amor e o grau certo de criancisse pra vida ser menos cinza.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Ser algo indefinido, certo a ponto de ser quase duvidoso. Algo não contido, não nomeado, vivido, entendido e amado.
Profundamente sentido e propiciando sentido profundo. O medo do desconhecido, a certeza de que tudo aquilo é tão ou mais estranho do que algo chegará a ser.
E o tchau demorado e os ônibus perdidos, eram razão de raiva, agora motivo de riso.
"Fica vai?"
Às vezes aproveitamos chances e em outras tomamos pílulas, e aqui fomos nós num salto sem rede de proteção atrás de uma chance que parecia única.
Num dia 8 nos tornamos oficialmente nós, sem empecilhos ou pseudo definições. E ainda assim a wikipedia nunca irá nos definir, somos únicos.
E que o 8 (um mês depois do seu aniversário, ou o dia dividido pelo mês do meu) seja o dia infinito, onde aceitamos juntos ser indefinidos.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"No teu colo dormir e depois acordar sendo seu colorido brinquedo de papel machê"
Fim de semana paraíso.
É isso, quando penso paraíso a última coisa que me vem é aquelas praias desertas de areia bem branca.
Paraíso é balançar na rede, curtir a preguiça, dormir de conversar, bagunçar os cabelos e guerra de cosquinhas e ignorar o despertador.
É ter coragem de encarar o medo e o frio e brigar por empurrões.
Paraíso pra mim é você perto de onde eu possa não soltar.
Seremos gordos preguiçosos que transbordam na presença do outro pelo simples fato de já sermos completos.
Desafiaremos a física e rodaremos o mundo sendo assim paraíso andante e amante.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

E aí o coração para, uns segundos só. Você sente que é a eternidade.
Como é que pode? Você espera durante anos que uma história aconteça e quando você não espera *puf* ela cai de paraquedas no seu colo às 7 da manhã de uma sexta-feira 13.
Esse monte de número ímpar parece que é pirraça, é pra acabar com seus preconceitos e enxergar a beleza até nas coisas que você não vai muito com a cara.
Chegou quietinho, sem fazer alarde e se tornou a melhor coisa boa da história. Não tava contente, resolveu amplificar por mil e fazer meu coração parar.
Ok, obrigada, tava realmente precisando de um mini-ataque cardíaco. Como se a vida por si só já não fosse pra lá de emocionante.
Não ligo de virar mais tantas outras madrugadas iguais a essa, só pra ler de novo o que acabei de ler.
Você que pensa tão parecido comigo e me varreu tantos traumas, hoje faz com que eu só possa terminar o texto de uma forma.
Te amando