Tem um milhão e meio de coisas que queria escrever. Minha cabeça tá girando tanto que não sei como pensar.
Meu aniversário. Chegou, passou e trouxe consigo alegrias e decepções e principalmente mais lágrimas do que queria contar.
Esse dom de mexer com meus sentimentos vira karma quando as coisas não são um mar de lírios.
E me parece que pra você é tão ruim quanto pra mim. Acabo de reparar que você não chora, mas se afeta até mais que eu.
Você fez tudo o possível pra que fosse perfeito e foi. Eu só esqueci de colocar pra fora o quanto eu tava agradecida. Fiquei extasiada por você ter feito tanto e não consegui extravasar e deixar você notar.
Peço pra que você não se decepcione tanto por algo pequenamente grande. Nem de longe estou diminuindo a importância, só acredito ter coisas maiores com as quais se importar. Não gostaria que uma situação como essa, pequena perto da magnitude do resto das coisas que já nos aconteceram, estragasse seis meses de degraus que construímos.
Não quero mais decepcionar você e nunca mais vou esquecer de me lembrar de trocar os nossos olhares de cumplicidade e rir das suas piadas bobocas.
Dançar com você. Sempre.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Um cantinho no mundo. Um cantinho do qual não quero sair e pra onde é sempre feliz de voltar.
Uma saudade que não tem explicação e que não cabe em mim só de pensar em dar tchau.
Rir de bobices a toa, suas palhaçadas sem sentido e nossa história remendada como uma colcha de retalhos.
Da demora sem propósito aos dentes batidos tudo nos leva a pendurar latas no carrinho de golf.
É loucura, você faz cara de desententido mesmo quando a ideia é sua.
Mas é uma loucura nossa, que acaba em beijos e cocegas e muita risada e falta de ar.
Será que eu já disse eu te amo hoje?
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Eu sei, me conheço. Conheço cada defeito e cada gesto imperfeito.
Aliás e qual deles não é? Me esforço pra combatê-los, mas alguns parecem fazer mais parte de mim do que consigo admitir.
Odeio rotina e sou fã de planos as vezes mas na maior parte do tempo tenho uma impulsividade e uma vontade de viver cem dias em um.
Vivo sobrecarregada de coisas nas quais eu mesma me enfio, na ânsia de viver a vida do jeito mais intenso e com mais compromissos do que consigo dar conta.
E a pior parte é que é tão natural, tão parte de mim, que dividir e avisar são atividades pra lá de complicadas. Nem percebo e quando vejo lá estou enfiada em confusões.
Desculpa envolver você nisso, uma vez te disse que eu era um furacão. Não sei se você entendeu a complexidade da analogia.
Mas não importa, posso me acostumar a te contar tudo que pode se passar num dia mas e você? Pode se acostumar com isso? Será que eu valho a pena? Perder seu tempo e seu dinheiro numa investida atrás de uma maluca?
Eu sei das minhas limitações e você consegue entendê-las?
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
doiSMILEcatorze
Todo ano, no começo ou no fim, nas últimas ou primeiras semanas eu venho aqui.
Tirando o ano em que perdi meu herói, não tinha cabeça pra nada durante muito tempo ali, desde que criei o blog (e antes nos diários que escrevia) eu fazia uma nota, um balanço, uma citação ou um desejo ou tudo junto.
Lembrava e listava o que foi ruim e o que foi bom, os risos e choros, mudanças, conquistas, quedas, perdas, vitórias, coisas superadas.
Mas de que tipo de coisa perdida ou superada tem consciência uma garotinha de 15 anos.
Não tenho mais 15, aliás os 20 batem a porta, nem por isso acredito que deixei de ser uma garotinha.
Acreditem ou não, importante ou não, todas as idades tem suas perdas e ganhos e momentos em que o mundo vai explodir (de tristeza na sua cabeça ou de não comportar a sua alegria).
Vamos aos fatos, 2013: ano ímpar (tem minha antipatia aí), segundo da faculdade, ia ser o segundo de namoro (acabou virando primeiro de novo), com emprego, carta de motorista e mais uma série de coisas.
De repente me vi cansada, estressada, dolorida, velha e sem alegria de viver (isso foi o primeiro semestre). Aos poucos fui cumprindo o final da oração "livrai-me de todo o mal". Me vi varrendo (Deus sabe o quanto detesto varrer kk) da minha vida e dos meus dias aquilo que achei que não tava me fazendo bem.
Sofri, chorei, passei por angústias maiores do que consigo listar. Ganhei responsabilidades diferentes, virei amiga da minha Vó alguém com quem ela pode contar e chorar e babá dos meus primos, pra dar uma liberdade a ela.
Virei desempregada e solteira, me senti sozinha, fraquejei e pensei que nada ia dar certo de novo.
Me senti incapaz, dependente e triste.
E então como num passe de mágica *puff* veio o 2013 do segundo semestre.
Consegui uma bolsa na faculdade e um emprego freela como recreadora num hotel, me soltei e fui viver.
Senti meu coração bater mais forte pela primeira vez em anos, e mais forte do que nunca.
Teve enrolação, indireta, beijo roubado, quebra de protocolo, namoro novo, tudo causando um rebuliço no ano ímpar com número do louco.
Me dei bem na faculdade, me dei mal na faculdade, briguei por coisas sem sentido e assenti quando queria discordar.
Me estressei, achei que era mais do que podia aguentar. Me apoiei em você. Brigamos, fizemos as pazes.
E eu vejo agora que tentando levantar meu segundo semestre, as lembranças fortes (boas ou ruins) incluem você.
O ano acabou, veio a tristeza que agora é comum a época. Teve complicações na faculdade, vi o lugar que aprendi a amar contaminado, interditado, sujo e abandonado.
Teve a ausência infindável do Vô em todas as horas, teve a ausência quase que irreversível do pai em muitas das horas.
Tiveram as horas em que eu quis ausentar e fugir.
Mas mais que nunca, 2013 foi o ano da mutação, da evolução. A lagarta saiu do casulo como borboleta, penou mas aprendeu a voar.
Teve retorno pro ballet, teve cantoria no meu quarto.
E quando acabou, deixou a sensação de valer por pelo menos uns 4 anos.
E então veio o ano par, 2014. Voluntariado na Copa do Mundo, um cachorro, aprendi a andar de patins e essa é só a segunda semana. Mal posso esperar (mentira espero com prazer) pela reflexão no fim desse, porque ele tá prometendo.
Ah aprendi uma grande lição em 2013 que levo pra vida: me esforçarei sempre e ao máximo para ser infinita.
Feliz ano novo
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
É como se fosse completo no sentido mais amplo da palavra.
Minha maior fraqueza, a maior dificuldade e a maior tristeza você veio e compensou.
Nunca me senti exatamente parte de nada, nos seus braços encontrei meu lugar no mundo.
Você por outro lado, encontrou em mim um exercício vivo da sua maior dificuldade. A confiança que você depositou em mim não pode ser medida em padrões normais.
Somos estranhamente completos juntos e aí consiste a ausência se estranheza.
Porque você sem querer e nem pensar me deu o que eu procurava e dessa forma naturalmente esquisita seguimos em paz rumo ao desconhecido.
E a cada beijo é como se fosse um sopro de vida. Ao mesmo tempo que falta o ar parece que até então nunca tínhamos respirado antes.
E cada pequena atitude, a cada pequena palavra, parece que o coração derrete e o ar some só pra ser renovado no próximo beijo.
É os planos assustadores saem naturalmente boca a fora. Entre os abraços e olhares acalentadores a vida segue e o dia amanhece.
domingo, 17 de novembro de 2013
É simples assim, sempre esteve tudo bem, mas as coisas que passaram nos últimos 3 meses fizeram com que a gente chegasse nesse ponto.
A sintonia é maior (se é que é possível imaginar isso) e temos consciência plena das nossas poucas diferenças. Por outro lado, nas pequenas coisinhas a gente vai percebendo o quanto o sentimento flui.
Você me abriga do medo nos momentos de turbulência e me faz rir sem motivo pra relaxar.
Mais do que nunca somos dois e a nossa liberdade é o que nos prende, se antes éramos muito amigos com beijos, agora somos casal (como as pessoas insistem em nos chamar).
Amigos de todas as horas, amor de todas as horas, sonhos pro futuro e campos de batata frita.
Eu sei que diante do tempo de uma vida, três meses não é nada. E mesmo que essa vida não seja com você, vou me lembrar dos melhores momentos (todos, talvez rs) e de você neles.
Porque você me afetou de tal forma, que a sua paixão por ter asas transcendeu e ficou em mim e ver você sorrindo é a paisagem mais bonita de todas as viagens.
Me apaixonei por você porque achava interessante e hoje vejo que talvez nunca mais encontre alguém, algum amigo ou amiga que entenda minha maneira estranha de ver o mundo (e ainda concorde).
E as palavras são dispensáveis, o modo sutil como você me abraça inconscientemente me basta para sorrir bastante.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Uma vez me disseram que eu queria um relacionamento com um garoto não com um homem, pura e simplesmente porque eu queria coisas mais leves.
Eu, particularmente não acredito muito nessa definição de homem e garoto, mas enfim, o que eu encontrei transcende qualquer definição.
Posso chorar meus medos, angústias e incertezas pro futuro. Posso passar horas discorrendo sobre sonhos e vontades, debatendo nome de cachorro e soluções para uma vida cotidiana ainda distante.
Posso desenhar borboletas de caneta colorida e claves de sol como se fosse a terceira série. Trocar bilhetes no meio da aula e fazer desenhos como se fosse a quinta. Posso ainda sair correndo sem razão pelo simples fato de ter vontade e ter companhia pra isso.
Talvez eu quisesse mesmo um garoto pra acompanhar a minha molecagem, mas eu ganhei mais.
Às vezes a gente escolhe os caminhos diferentes pra chegar no mesmo fim e em vez de brigar a gente brinca.
E mesmo no dia em que trocamos palavras duras, eu ouvi você dizer a vontade que você tinha de eu ser a mulher da sua vida.
Acho apenas que você é meu garoto, que sabe bem o que quer e a hora de falar sério. Mas não dispensa seu humor inglês e muito menos as marcas geradas pelos chutes na canela de amor.
Então consegui enfim de uma relação aquilo que eu achava certo: parceria, cumplicidade, amor e o grau certo de criancisse pra vida ser menos cinza.