quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Promessa de ano-novo: PARAR DE SER TÃO PROBLEMÁTICA E DRAMÁTICA E DEPRESSIVA. Meu deus esses textos não sou eu, isso não sou eu. Eu não sou assim. Cadê a confiança que eu sei que existe em algum lugar?
Se as pessoas confiam em mim e me dizem algumas coisas é porque elas devem ter um bom motivo pra isso, passou da hora de começar a acreditar. Ficar chorando não vai resolver absolutamente nada e não é isso que eu quero. Eu quero mudança, ações e sorrisos. Esses textos são pra isso, pra eu escrever e por pra fora coisas ruins e logo depois me sentir melhor e voltar a sorrir.
Ah sim obrigada meus anjos que vivem tentando me mostrar coisas que eu me recuso a ver. Chegou a hora de aceitar que como todo o ser humano eu não sou feita só de defeitos. Se tem gente nesse mundo capaz de me aturar é porque algo de bom deve ter.
E só pra terminar de extravasar eu gostaria de mandar um FODA-SE pra todas as pessoas que olham pra mim como se eu não pertencesse a esse mundo. OI, TENHO QUASE 17 ANOS E SOU DE SP. TENHO TODO O DIREITO DO MUNDO DE SER QUEM EU QUISER, COMO QUISER E QUANDO QUISER.
E tenho dito.
É como se eu quisesse gritar e não tivesse ar nos pulmões. Como se eu quisesse correr e minhas pernas não me obedecessem. Como se eu sentisse um frio inexplicável e não conseguisse me aquecer. Como se eu estivesse presa e não pudesse fugir. Como se ninguém verdadeiramente pudesse me salvar e a única coisa que eu conseguisse fazer fosse me esconder atrás de músicas e textos e chorar.
Essa sou eu, sorrindo pro mundo e chorando abraçada com o pikachu todas as noites antes de dormir. É como se todos me encarassem e dissessem que tudo o que eu penso, falo, visto e faço fosse errado. E a única forma que eu encontro pra reagir é essa. Eu fujo e me fecho no meu mundo, onde ninguém liga pra que roupas eu uso ou qual o estilo estranho do meu cabelo. Onde meus bichos de pelúcia me acolhem e secam as minhas lágrimas. E eu não tenho mais vontade de sair e de ver as pessoas que vão me lançar olhares que só me fazem querer chorar.
Eu queria conseguir fugir dos meus medos, já que não tenho forças o suficiente para encará-los.
Essa sou só eu, me achando inadequada demais para viver nesse mundo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

E lá vai 2010...

De vez em quando, eu tenho vontade de saber voar. Às vezes como os passaros outras vezes como os super-heróis, sem asas, só com o poder do pensamento mesmo. E apesar de nunca ter voado, sem utilizar um avião, eu imagino como deve ser a sensação de liberdade e felicidade imensa. Acho que é assim que eu me sinto hoje, como se eu tivesse aprendido a voar durante o decorrer do ano.
Esse é um daqueles anos que vai embora deixando um gostinho de quero mais e se eu pudesse voltar, viveria ele de novo. Muita coisa mudou na escola, em casa, na vida. Ganhei alguns amigos novos alguns antigos se afastaram, mudei alguns gostos, ganhei novas músicas, conheci novos lugares, ganhei um jeito totalmente novo e feliz de voltar pra casa, ganhei abraços MUITOS ABRAÇOS, tive ensaios malucos com texto de Shakespeare, tive ensaios malucos pra um coral sem regente, tive ensaios malucos pra uma formatura repleta de dor e flores, ganhei até uma prima de presente de aniversário. Como reclamar de um ano como esse??
Tanta coisa foi conquistada, tantos risos, tantas lágrimas, tantas fotos. Teve até uma horta e trabalhos sobre a situação da saúde no centro-oeste ou a importância das pilhas, vai entender. 2010 realmente foi muito especial. O terminal pirituba virou basicamente minha 3ª casa e o terminal lapa passou a ser constante cenário de conversas produtivas e enrolações regadas a dogs e sucos de salada de fruta. E as andanças de metrô? Tive que me habituar a andar sozinha por aí e a almoçar sozinha também. Nunca que eu pensaria em comer outra comida que não a da minha vó, até isso mudou. E ao mesmo tempo que eu comecei a encarar o mundo de uma nova forma, o mundo fez o mesmo com relação a minha pessoa.
E se for pra descrever 2010 será como o ano das fofices, dos momentos mágicos, o ano do inesquecível, dos abraços, da mudança, do sentimento.
Eu agradeço imensamente por ter vivido 2010 de maneira tão intensa e na companhia de pessoas tão imensamente iluminadas e especiais.
E que venha 2011 com a magia do 3º ano e do fim de Harry Potter. Que seja no mínimo tão bom quanto 2010 mas com a torcida de que seja muito melhor.
Depois do aprendizado de vôo em 2010, que venha o visto para longas viagens em 2011.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Não foi planejado de forma alguma, não era algo que estava previsto. Mas de qualquer forma e felizmente eu de algum modo fiz um "furo" na "bolha" onde eu estou vivendo. Pode ser que ele seja pequeno, mas de maneira nenhuma é insignificante.
Terminarei 2010 com uma mudança, uma sensação de leveza e um quê de dever cumprido.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sedentarismo da Alma

Pois é a madrugada traz pra você várias coisas das quais você tenta incansavelmente fugir e se esconder. Pode ser um medo, um segredo, um desejo, um inconformismo, uma saudade, uma vontade, uma canção, uma velha história, um gosto antigo, uma lembrança. Essas coisas que você guarda mas não quer ficar olhando muito, então esconde numa gaveta do fundo do cerébro.
A madrugada é o momento perfeito pra você parar, se analizar e dizer: 'Puta merda, eu sou um fraco, medroso e fracassado'. Acho que é o ar da noite que faz com que você ative o botãozinho da auto-crítica e comece a ver as coisas que realmente não funcionam.
Eu, por exemplo, sei exatamente a minha maior fraqueza. Sou a personificação da insegurança na terra. Fraca, frágil, medrosa. Sim essa sou eu. Por baixo de todo o lance da confiança no mundo e dos arco-íris do caminho, sobra o medo do mundo, do fracasso, da solidão, da mudança, da perda.
Me parece que por causa disso eu sofro de uma espécie de sedentarismo. É como se ao invés de viver a vida, eu morro de medo e simplesmente assisto ela. Os impasses são comuns e a confusão nem se fala, já que apesar do medo de fazer e dar errado vem o medo de não fazer e se arrepender.
Porém a fragilidade que existe em mim, o medo de cair e me quebrar só existe quando as coisas se tratam de mim mesma. Se for pra defender amigos/família/coisas que amo toda a fragilidade some e eu ganho forças de sei lá onde.
Porque será que eu não consigo usar essas forças mágicas sempre? Me sinto incrivelmente problemática a uma e pouco da manhã como se eu fosse realmente um ser anormal e acomodado que vai passar o resto da existência com medo da vida.
Não é isso que eu quero ser. Não, não mesmo. Eu quero conseguir gritar pro mundo aquilo que tenho pra dizer sem medo de ser feliz. Sair dessa 'bolha' infernal que me deprime e faz com que eu me sinta além de tudo incapaz.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Madrugada Nostálgica

Bem agora de férias e em mais uma madrugada debatendo questões vitais me deparei com uma coisa meio intrigante: minha geração tá crescendo .-.
Sim nós somos da época em que existiam grupos como Katinguelê e na teve passava Punky A Levada da Breca, Blossom Russo, Ursinhos Carinhosos, Cavalo de Fogo, Dragon Ball, Pokémon, Um Maluco No Pedaço, Bananas de Pijama, Beakeman *-* e outras tantas coisas que as crianças de hoje em dia simplesmente não tem e nem sabem o que são.
Me deu meio que um aperto, eu gostava de assistir tudo isso me divertia muito. Comecei a lembrar de quando estava no prézinho eu fiz uma pequena revolução para que quarta-feira fosse o dia da dança e consegui, o resultado foi amontoar as mesas no canto da sala e dançar em todas as quartas. Eu brincava também de Power Rangers no parquinho e eu era Ranger Vermelha sim eu sei que ela não existia e que o Ranger Vermelho era sempre menino, mas eu me recusava a ser Rosa ou Amarela. Lembrei também que quando a professora saía da classe eu e os meninos nos juntávamos e brincávamos de Pokémon era tão mágico me deu uma puta vontade de ser pequenininha de novo. Ser pequenininha e assistir Chiquititas, bater tazos, e dançar coreografias de axés malucas.
Sei lá parece que essa magia dos desenhos se perdeu. Não vejo as criancinhas de hoje parando pra ver e cantando aberturas de desenho ou ainda bolando brincadeiras sobre eles.
Me parece que nós fomos mais felizes do que eles, pelo menos eu me diverti bastante.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quem vai dizer tchau?

E assim se passaram 10 anos da minha vida. Indo toda semana pelo menos três vezes à aulas de ballet clássico, sempre na mesma academia e sempre com a mesma professora. Muitas das meninas que fizeram aulas comigo já desistiram há algum tempo mas eu nunca pensei em parar. Ou nunca tinha pensado até eu simplesmente não conseguir fazer mais nada graças à dores fortes nas pernas e coluna. O médico ficou assustado ao ver o resultado da ressonância magnética como pode uma adolescente de 16 anos ter um desgate na coluna lombar? Simples ela tem 16 anos de vida e 10 de ballet clássico. A parte mais legal foi ele olhando pra mim e dizendo: "ééé você vai ter que parar...' sério naquela hora eu ri da cara dele. Como é que eu ia parar com o ballet? Eu não achei que esse dia chegaria. E que eu fosse dizer algo do tipo tá agora eu parei com isso. A ficha não caiu direito e a vontade de chorar só cresce. Cada vez que eu lembro dos obstáculos que superei e daqueles que ainda tinha que transpor, as coreografias, as brincadeiras e piadas, as pessoas. É como se uma parte de mim tivesse meio que morrido sabe? Como se nada mais fosse ser igual sabe. Apesar de toda a hiperatividade eu me sentia tão bem ali entre pianos e violinos. E aquela disciplina militar disfarçada me fazia tão bem. Sempre desastrada e destoando do contexto. Eu posso não ser exemplo de bailarina pelo esteriótipo mas duvido que fique devendo alguma coisa no quesito amor. Amor, Paixão, Necessidade, Obssessão pela dança é o que eu sinto. E dar tchau pra isso foi concerteza um dos piores momentos da minha vidinha. Fica aqui a promessa de não-abandono, eu volto prometo que sim, até porque não conseguiria fazer diferente.
I ♥ Ballet Clássico