domingo, 19 de junho de 2011

Só pra não deixar de ser tosca.

Confesso que sempre conversei com muita gente, muitas pessoas sempre vieram me pedir ajuda, mesmo quando elas não eram minhas amigas de fato elas vinham a minha procura em busca de algum conselho ou conforto e acabavam na maior parte das vezes virando minhas amigas por isso. Isso é algo meu que sempre tive e pelo visto vou ter pra sempre. De alguma maneira eu faço as pessoas enxergarem as coisas por prismas diferentes e isso faz com que elas achem as respostas que procuram.
Já escrevi por mais de uma vez que tenho alguns problemas em aceitar que eu sou um ser humano útil na vida. Não me sinto importante e vivo tentando provar pra mim mesma que talvez eu não seja tão inútil assim. Nunca foi tarefa fácil me convencer de algo, a teimosia que é minha e dessa eu não abro mão, nunca permitiu. Mesmo que a pessoa que esteja tentando me convencer seja eu.
Só que ultimamente, tenho que admitir, que eu tenho me sentido nem tão inútil assim. Nesse ano essa confissão com a qual eu comecei o texto se tornou cada vez mais ocorrente e verdadeira. E quando alguém te diz que precisa de você ou te agradece por você ter sido solícita e solucionadora de problemas no momento certo, você precisa retribuir de alguma forma.
Essa é a minha. Por mais que as pessoas insistam que eu as tenha ajudado muito, elas me ajudaram muito mais e sem saber disso.
Obrigada, de verdade, por me fazer sentir como se talvez eu fosse de fato útil e importante na vida.
[Esse foi um texto tosco de agradecimento à todas as pessoas que já me ajudaram um dia, com um destaque especial pro ser humano fofo que me deu meu peixinho ;)]

domingo, 29 de maio de 2011

Perder. Palavra maldita que pode trazer uma dor imensurável, lágrimas incontroláveis e tantos outros sentimentos que fazem você se sentir mal.
Perder um jogo ou uma competição pode fazer você se sentir incapaz ou inútil durante sabe lá deus quanto tempo. Sua fé, esperanças, planos todos vão dar um rolê e parecem que nunca mais vão voltar.
Você pode perder bons momentos e passeios não podendo compartilhar então das experiências que ocorreram e das histórias que serão levadas.
Mas pra mim o pior tipo de perda é a de uma coisa que você ama. Ok, dizer coisa é possessividade demais, mas achei que era a melhor maneira de me expressar. Um bichinho, um amigo, um parente, um livro. Muitas coisas podem se encaixar.
Quando você ama algo você quer ficar perto, cuidar e demonstrar o seu amor por esse algo em todos os momentos da sua vida. Mesmo que você seja o ser humano mais frio do mundo. Mesmo que você demonstre isso de maneira violenta, agressiva, ciumenta, possessiva. Não importa, no fundo você quer dizer: ei eu te amo e tô aqui.
E eu com essa minha pequena necessidade de demonstrar o amor pelas coisas acabo sofrendo demais com as perdas, de coisas que pros outros às vezes não tem importância.
Esse não é o primeiro texto que eu escrevo pra ele, escrevi um logo no dia em que ele chegou na minha vida. Não era um gato, não era um cachorro. Meu peixe, meu Bubble querido, perdi as contas de quantas vezes ele foi a minha única companhia, dos gritos que eu dava com ele quando tava tentando tirar ele do aquário e ele lutava contra mim, da nossa viagem pra bauru, de todas as vezes que ele nadou na minha direção feliz da vida.
Muita gente pode pensar: foda-se é um peixe. Pode ser um peixe, mas ele era meu, a única coisa verdadeiramente minha na vida. E com ele aqui eu me sentia menos sozinha.
Me lembro de ter chorado muito porque queria um "bichinho de verdade" no dia em que ganhei ele, me lembro de ter sentido uma dor terrivel por ter que levar pra casa um peixe e não um gatinho ou um cachorro. A dor que eu sinto olhando pro aquário dele agora é pelo menos dez vezes maior e mais forte.
Bubble, o peixe mais fofo do mundo.
29/05/2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

E é aí que eu vejo que a esperança não está totalmente perdida. Mais de uma vez eu escrevi aqui que as crianças de hoje não teriam uma infância tão digna quanto a minha e que o significado do amor havia se perdido na minha geração.
Realmente eu olho ao meu redor e o amor tá faltando, ou melhor ele tá sobrando nas palavras mas faltando nas atitudes. Quando alguém se dispões a me provar o contrário e a me mostrar que eu não estou crendo nisso sozinha eu realmente ganho o dia. Perguntar pra um garoto qual o conto de fadas dele preferido e obter uma resposta sem nenhum tipo de agressão incluida já tinha me deixado feliz, a escolha do conto também porque falava justamente disso, de amor. Mas nada superaria o que veio depois.
A pergunta me foi devolvida e me vi obrigada a confessar que no fundo, no fundo ainda acreditava um pouco no lance do encantamento, dos principes. Ainda fiz piada dizendo que dispensava o cavalo branco, uma bicicleta serve. Me senti boba e ao dizer isso ao garoto ele me devolveu algo que eu verdadeiramente não estava esperando. Já estou tão habituada a ser incompreendida por isso até mesmo por meninas que estranhei ao vê-lo dizer que ele entendia como eu me sentia pois espera sua princesa diariamente.
Estou embasbacada, a verdade é essa. Um menino de 16 anos que acredita no amor dessa maneira tão fofa e inocente merece infinitamente o meu respeito. Qualquer pessoa que não banalize esse sentimento merece e infelizmente vou dizer que elas são poucas.
Ei garoto fofo, obrigada por me fazer crer que ainda existem pessoas românticas e bobocas no mundo. Porque convenhamos, somos bobocas mesmo, mas que pessoa consegue acreditar no amor e não ser?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ai minha nossa.
Um dia inteiro sendo grossa, sem abraços, sem fofidão.
Foi terrível ter que tratar mal as pessoas que eu gosto tanto, porém me senti mais amada que nunca. Não tinha percebido ainda a quantidade de pessoas que gostam de me dar bom dia e ficaram abaladas com a minha repentina grosseria.
Foi muito feliz a hora que acabou e eu pude finalmente ser eu mesma de novo. Bendita tarefa de teatro.
Acho que eu posso dizer que hoje foi um dos dias mais felizes da vida escolar no BG. Foi como se eu tivesse ficado tanto tempo longe e sem contato com ninguém, tava todo mundo tão carinhoso. Foi totalmente pra compensar ontem. Até os meus professores me abraçaram, senti como se eu estivesse no meu lugar sabe?
Foi um dia tão feliz que fui elogiada por pessoas aleatórias, senti frio e tive uma sensação imensa de dever cumprido.
No fim devo agredecer pela infeliz tarefa de teatro que após me fazer sofrer e batalhar comigo mesma, me deu uma felicidade sem tamanho...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tô pensando ainda e vou pensar pra sempre no caso.
Cheguei a conclusão que o melhor a fazer, é fazer nada.
Eu não sei exatamente o que quero então eu vou levando assim, meio sem querer meio querendo enquanto assim estiver tudo bem.
A hora que ficar ruim a gente muda e tudo se resolve de novo.
Pra que tanto sofrimento?
Cada dia que passa é um dia a menos na vida. Você quer mesmo desperdiçar seus dias sofrendo/chorando/se lamentando e dizendo o quanto o mundo é cruel com você?
Faça algo pra mudar isso, lute.
Seja forte pra cair e se levantar, admitir que precisa de ajuda em alguns momentos, dizer não e aceitar que tem que ficar sozinho em outros.
Abrace, ame, sinta, seja, sofra, chore, ria, comemore, mude sem medo pra melhor sempre.
Facilite a vida ao invés de complicá-la mais,
quem sabe assim você não descobre o quanto ela é divertida?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Young and sweet only 17

Ok. Meu conceito sobre aniversários foi radicalmente abalado hoje. O dia começou azul e fofinho, cheguei na escola e ganhei abraços das mais variadas pessoas [conhecidas ou não] e até a coordenadora e a professora de português me abraçaram. Me senti amada, querida e feliz. MUITO FELIZ.
E então as aulas acabaram. Meus amigos evaporaram cada qual com a sua desculpa esfarrapada, que na hora conseguiu me convencer direitinho. Só sobrou a Cá querendo me arrastar de todo jeito pro West Plaza pra me comprar um presente. O meu plano era ir ao cinema no Bourbon com as pessoas que não fazem nada à tarde, mas como todo mundo tinha arrumado algo pra fazer fui com a Cá. O problema é que além dela, um dos milhares de admiradores nem um pouco secretos dela resolveu nos acompanhar até o ponto, fazendo assim com que eu andasse sozinha com minha música explodindo em grandes fones de ouvido enquanto eu tentava desesperadamente não ficar triste.
Ignorei-a o caminho todo e olha que ela tentou de todas as formas me fazer falar com ela. Chegando ao shopping ela disse que precisava comer algo e me arrastou para praça de alimentação e...BAZINGA!
Eis que 18 pessoas saltitantes saem detrás de uma placa com um bolo e começam a cantar parabéns pra você soprando línguas de sogra. Eu me senti a pessoa mais querida do mundo.
Eu sempre organizei festas surpresas, mas até hoje nunca tinha tido uma. E ver ali pessoas que eu amo tanto e que se esforçaram, perderam aulas por minha causa foi muito emocionante.
Foi um dia incomparável, o cinema foi excelente, a companhia foi excelente, os abraços foram os melhores do mundo. TUDO TUDO TUDO foi excepcional.
Pra encerrar de maneira mais magnifica ainda, fui jantar na casa da minha vó que teve o cuidado de fazer minha comida, bebida e bolo preferidos. Ganhei parabéns de muitas pessoas e de muitas formas. Telefone, twitter, orkut, pessoalmente.
Achei que tinha acabado e me deparo com um texto MARAVILHOSO do meu tio no blog dele pra mim. De presente eu ganhei um texto fofíssimo do meu tio tosco que eu amo tanto.
Hoje eu tive uma certeza muito forte de que esse ano vai ser terrivelmente lindo, especial e cheio de coisinhas fofinhas.
Pessoas lindas, obrigada MESMO. ♥

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sobre sereias e aniversários.

"Tenho dezesseis anos, não sou criança"
(A Pequena Sereia)
Toda vez que eu ouvia a Ariel dizer isso pro pai no filme, me vinha uma vontade de saber se quando eu tivesse 16 anos eu ia me irritar a ponto de dizer essa frase.Fico feliz em constatar que eu usei-a bem menos do que esperava.
Tá me dando uma tristezinha chata em pensar que dentro de poucas horas eu serei uma pessoa de 17 anos. "Young and sweet only seventeen"...achei que ia levar muito mais tempo até esse verso ser válido. Sei lá na minha mente doentia ter 17 anos significava muitas coisas. Sair com mais liberdade, viajar com amigos, maior independência, trabalho, namoro, mais amigos, era isso o que eu via ao pensar "quando eu tiver dezessete anos..."
Bom ok, não tenho dezessete anos ainda. Algumas horas me impedem de poder escrever esse texto com maior propriedade de causa, mas eu acho que se não aconteceu nada até agora poucas horas não vão fazer diferença.
Eu não me sinto mais velha, assim como não me sinto no 3º ano. Não querer aceitar nenhuma dessas duas idéias torna isso possível. Porém, não vejo uma maneira de não chegar a idade fatídica ou de concluir a série maligna.
Tô assustada, com medo, ansiosa e pensando que das coisas que eu imaginava ter aos 17 tenho algumas partes. Tenho mais liberdade do que tinha antes, e uma independência moderada. Tenho amigos, muitos amigos, e talvez minha mãe até permita viagens pelo meio do caminho. Ter 2 coisas e meia numa lista com 6 é um bom índice vai.
A ficha não caiu ainda, pensando no tanto de coisa que ficou pra trás, no tanto de tempo que eu conheço algumas pessoas, nas coisas que eu vi acontecer. Não é muito eu sei, mas tanta coisa mudou em 17 anos que também não dá pra se ignorar.
E agora novamente, só me resta esperar que algumas coisas mudem/melhorem, que os abraços venham em maior quantidade e que os 17 sejam melhores do que foram os 16 [olha que a disputa é díficil hein...]