E é por isso que ensinarei a meus filhos, se os tiver, a não criar expectativas.
De que servem? Trazem uma ansiedade descomunal, falta o sono, demora-se a se arrumar, vem o medo, a angústia, as malditas borboletas no estômago. Tudo isso pra que?
Pra se voltar frustrado pra casa, pensando no que não fez ou no que não disse e vendo todo o plano indo ladeira abaixo.
Se não há expectativas elas sempre serão superadas e dessa forma seremos mais calmos e felizes.
Não vou dizer a eles que não devem querer mais, mas planejar uma cena que envolva outra pessoa só funciona nos palcos.
A vida é com certeza uma caixinha de surpresas.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
sábado, 6 de julho de 2013
E quer saber? Foda-se.
Se tentar não levar a vida sofrendo e culpando os outros for covardia, então eu sou o mais covarde dos seres que já pisou na face da Terra.
Além de burra, já que eu nunca entendo nada mesmo. Vai ver sou eu mesmo o problema.
Vai ver sumir vai fazer tudo melhorar.
Pode se tranquilizar, logo logo estarei longe daqui.
Tão longe quanto for possível.
E não incomodo mais, nem mando notícias que é pra não atrapalhar o desenvolvimento da sua vida perfeita.
domingo, 30 de junho de 2013
"E depois da meia noite, nós acendemos as luzes da cidade..."
E foi algo de tanta intensidade e com uma fluidez impressionante.
A naturalidade de tudo que se seguiu foi assustadoramente intrigante.
Seus braços até outrora distantes, me deram a segurança para sentir a música e flutuar.
Sua voz doce e seus gestos que me faziam sorrir abalarão meus sonhos futuros.
Aliás não sei sonhar se não for com você, não é mesmo?
Talvez um dia a gente chegue a ter essa conversa, talvez a gente chegue a se lembrar do que aconteceu.
E ria da nossa sobriedade tão ridícula quanto o que faríamos caso nós não a tivéssemos.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Presa dentro de um misto de dor e inconsequência que gritam dentro de mim.
E não há nada que os faça calar. Meus eus estão todos em conflito se digladiando por me ganhar ou me perder, não sei mais.
E não há refúgio, não há abrigo, não há maneira de fugir de você mesmo e aos poucos isso se torna seu maior pesadelo.
O sonho de se abandonar e partir se torna distante e obscuro, não há meio feliz de realizá-lo.
Que se há de fazer quando a luz no fim do túnel queimou? O ombro amigo sumiu? A paixão se dissipou? A esperança saiu sem dizer quando voltava? O que será de mim?
Sigo só, em busca de respostas, de meios de me contentar, seja na próxima nota da canção ou no próximo gole do meu copo.
sábado, 25 de maio de 2013
E tudo acaba onde começou. Os versos que me marcaram nos primeiros dias se complementam e voltam ao seu lugar.
Tudo ficou tão claro e o que era raro ficou comum...
A dor que tá doendo agora é como um monte de cacos cortando as minhas mãos enquanto eu tento inutilmente juntar.
Eu queria tanto sentir algo mais forte que não posso reclamar.
Quando eu fui embora uma grande parte de mim ficou pra trás, ficou com você.
Posso dizer que talvez tenha sido a parte mais linda que eu tinha. Entreguei pra você de forma tão sincera que não me arrependo.
É que na verdade eu preciso dizer que te amo tanto.
É por pouco tempo, eu espero.
Me espera que eu volto.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Sei lá. De repente me bateu toda aquela sensação de se estar perdido do mundo.
Ser cidadã do mundo é tão difícil quando ninguém mais te entende. A liberdade tatuada em minha pele está cada dia mais distante do que eu passo e vivo e sinto.
Viajar pra dentro de si mesmo é invariavelmente se deparar com todas as problemáticas que você vive escondendo.
Se torna grave quando a viagem acaba mas sua introspecção apenas começou.
Não quero voltar ao mundo real, a toda a correria e complicação que vem junto com esse sentimento difícil e complicado.
É indiscutível e inigualável a vontade de querer ficar ou sumir, simplesmente partir para a tão sonhada liberdade.
Quem sabe qualquer dia desses eu termine o que acaba de começar.
Quem sabe...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Como se fosse fácil. Como se fosse óbvio. Como se desse pra resolver tudo de maneira simples.
Me sinto a beira de um abismo sem solução. Sem poder cair e sem conseguir me afastar.
Falta uma luz pra seguir, um porto seguro. Parece que o chão se desfez e tudo o mais está sem nitidez.
E o que fazer quando tudo o mais parece vir ao chão de um jeito que não é possível consertar?
E o que fazer?