sexta-feira, 8 de julho de 2011

Você planeja durante semanas, se prepara psicologicamente e aí vem um ônibus e acaba com tudo. E quando você consegue finalmente se conformar que não deu certo e começa a se planejar de novo, vem a vida te dá uma sapecada e faz acontecer na marra aquilo que você pensou com todo o cuidado.


Pensando bem, obrigada vida por dar a coragem e o empurrãozinho que tava faltando pro plano sair do papel.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sabe aquelas menininhas típicas, naturalmente delicadas, que incrivelmente se mantêem arrumadas durante o dia inteiro, sem óculos, sem aparelho, sem cabelo comum, com milhões de amigas meninas, com um certo desprezo pelo meninos, que adoram animais, shopping e detestam futebol, que fazem pequenos xiliquezinhos e sempre conseguem aquilo que querem. Pois é, eu nunca fui uma dessas.
Eu sempre fui a 'esquisitinha' que ficava lendo sentada no chão e que aliás nunca se importou em sentar no chão do ônibus, trem, metrô, pátio, calçada, raio que o parta. Sempre fui também aquela que conversa com as senhorinhas e as ajuda a levantar ou pegar coisas ou ainda cede o lugar pra elas no ônibus. Desprezar meninos então sempre achei idiotice, conversar com eles é invariavelmente muito melhor do que com as meninas.
Frescura nunca foi muito comigo, apesar de insistirem que eu sou fresca pra comer ou coisa do gênero, eu sempre acabo me virando e tudo fica bem. Eu odeio andar, procurar ou buscar algo que seja consumível ou passar 450 horas dentro de um shopping andando, odeio com todas as minhas forças. Prefiro ficar sentadinha vendo algum esportezinho bacana, de preferência futebol [normal ou americano], longe das coisas cor-de-rosa e do mundo um tanto quanto fútil.
Eu desconfio que seja por essas e outras que invariavelmente eu viro mano e não amor. Não sou nem o modelinho de menininha e nem a menina estilosa que conquista atenções com facilidade. Eu assim palhaça, reclamona, enfrento motoristas enfurecidos no trânsito, mas fujo de aranhas e cachorros, irritante, saltitante, que fala palavrão, dança e canta o tempo todo.
Eu sou dessas.

domingo, 19 de junho de 2011

Só pra não deixar de ser tosca.

Confesso que sempre conversei com muita gente, muitas pessoas sempre vieram me pedir ajuda, mesmo quando elas não eram minhas amigas de fato elas vinham a minha procura em busca de algum conselho ou conforto e acabavam na maior parte das vezes virando minhas amigas por isso. Isso é algo meu que sempre tive e pelo visto vou ter pra sempre. De alguma maneira eu faço as pessoas enxergarem as coisas por prismas diferentes e isso faz com que elas achem as respostas que procuram.
Já escrevi por mais de uma vez que tenho alguns problemas em aceitar que eu sou um ser humano útil na vida. Não me sinto importante e vivo tentando provar pra mim mesma que talvez eu não seja tão inútil assim. Nunca foi tarefa fácil me convencer de algo, a teimosia que é minha e dessa eu não abro mão, nunca permitiu. Mesmo que a pessoa que esteja tentando me convencer seja eu.
Só que ultimamente, tenho que admitir, que eu tenho me sentido nem tão inútil assim. Nesse ano essa confissão com a qual eu comecei o texto se tornou cada vez mais ocorrente e verdadeira. E quando alguém te diz que precisa de você ou te agradece por você ter sido solícita e solucionadora de problemas no momento certo, você precisa retribuir de alguma forma.
Essa é a minha. Por mais que as pessoas insistam que eu as tenha ajudado muito, elas me ajudaram muito mais e sem saber disso.
Obrigada, de verdade, por me fazer sentir como se talvez eu fosse de fato útil e importante na vida.
[Esse foi um texto tosco de agradecimento à todas as pessoas que já me ajudaram um dia, com um destaque especial pro ser humano fofo que me deu meu peixinho ;)]

domingo, 29 de maio de 2011

Perder. Palavra maldita que pode trazer uma dor imensurável, lágrimas incontroláveis e tantos outros sentimentos que fazem você se sentir mal.
Perder um jogo ou uma competição pode fazer você se sentir incapaz ou inútil durante sabe lá deus quanto tempo. Sua fé, esperanças, planos todos vão dar um rolê e parecem que nunca mais vão voltar.
Você pode perder bons momentos e passeios não podendo compartilhar então das experiências que ocorreram e das histórias que serão levadas.
Mas pra mim o pior tipo de perda é a de uma coisa que você ama. Ok, dizer coisa é possessividade demais, mas achei que era a melhor maneira de me expressar. Um bichinho, um amigo, um parente, um livro. Muitas coisas podem se encaixar.
Quando você ama algo você quer ficar perto, cuidar e demonstrar o seu amor por esse algo em todos os momentos da sua vida. Mesmo que você seja o ser humano mais frio do mundo. Mesmo que você demonstre isso de maneira violenta, agressiva, ciumenta, possessiva. Não importa, no fundo você quer dizer: ei eu te amo e tô aqui.
E eu com essa minha pequena necessidade de demonstrar o amor pelas coisas acabo sofrendo demais com as perdas, de coisas que pros outros às vezes não tem importância.
Esse não é o primeiro texto que eu escrevo pra ele, escrevi um logo no dia em que ele chegou na minha vida. Não era um gato, não era um cachorro. Meu peixe, meu Bubble querido, perdi as contas de quantas vezes ele foi a minha única companhia, dos gritos que eu dava com ele quando tava tentando tirar ele do aquário e ele lutava contra mim, da nossa viagem pra bauru, de todas as vezes que ele nadou na minha direção feliz da vida.
Muita gente pode pensar: foda-se é um peixe. Pode ser um peixe, mas ele era meu, a única coisa verdadeiramente minha na vida. E com ele aqui eu me sentia menos sozinha.
Me lembro de ter chorado muito porque queria um "bichinho de verdade" no dia em que ganhei ele, me lembro de ter sentido uma dor terrivel por ter que levar pra casa um peixe e não um gatinho ou um cachorro. A dor que eu sinto olhando pro aquário dele agora é pelo menos dez vezes maior e mais forte.
Bubble, o peixe mais fofo do mundo.
29/05/2011

terça-feira, 10 de maio de 2011

E é aí que eu vejo que a esperança não está totalmente perdida. Mais de uma vez eu escrevi aqui que as crianças de hoje não teriam uma infância tão digna quanto a minha e que o significado do amor havia se perdido na minha geração.
Realmente eu olho ao meu redor e o amor tá faltando, ou melhor ele tá sobrando nas palavras mas faltando nas atitudes. Quando alguém se dispões a me provar o contrário e a me mostrar que eu não estou crendo nisso sozinha eu realmente ganho o dia. Perguntar pra um garoto qual o conto de fadas dele preferido e obter uma resposta sem nenhum tipo de agressão incluida já tinha me deixado feliz, a escolha do conto também porque falava justamente disso, de amor. Mas nada superaria o que veio depois.
A pergunta me foi devolvida e me vi obrigada a confessar que no fundo, no fundo ainda acreditava um pouco no lance do encantamento, dos principes. Ainda fiz piada dizendo que dispensava o cavalo branco, uma bicicleta serve. Me senti boba e ao dizer isso ao garoto ele me devolveu algo que eu verdadeiramente não estava esperando. Já estou tão habituada a ser incompreendida por isso até mesmo por meninas que estranhei ao vê-lo dizer que ele entendia como eu me sentia pois espera sua princesa diariamente.
Estou embasbacada, a verdade é essa. Um menino de 16 anos que acredita no amor dessa maneira tão fofa e inocente merece infinitamente o meu respeito. Qualquer pessoa que não banalize esse sentimento merece e infelizmente vou dizer que elas são poucas.
Ei garoto fofo, obrigada por me fazer crer que ainda existem pessoas românticas e bobocas no mundo. Porque convenhamos, somos bobocas mesmo, mas que pessoa consegue acreditar no amor e não ser?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ai minha nossa.
Um dia inteiro sendo grossa, sem abraços, sem fofidão.
Foi terrível ter que tratar mal as pessoas que eu gosto tanto, porém me senti mais amada que nunca. Não tinha percebido ainda a quantidade de pessoas que gostam de me dar bom dia e ficaram abaladas com a minha repentina grosseria.
Foi muito feliz a hora que acabou e eu pude finalmente ser eu mesma de novo. Bendita tarefa de teatro.
Acho que eu posso dizer que hoje foi um dos dias mais felizes da vida escolar no BG. Foi como se eu tivesse ficado tanto tempo longe e sem contato com ninguém, tava todo mundo tão carinhoso. Foi totalmente pra compensar ontem. Até os meus professores me abraçaram, senti como se eu estivesse no meu lugar sabe?
Foi um dia tão feliz que fui elogiada por pessoas aleatórias, senti frio e tive uma sensação imensa de dever cumprido.
No fim devo agredecer pela infeliz tarefa de teatro que após me fazer sofrer e batalhar comigo mesma, me deu uma felicidade sem tamanho...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tô pensando ainda e vou pensar pra sempre no caso.
Cheguei a conclusão que o melhor a fazer, é fazer nada.
Eu não sei exatamente o que quero então eu vou levando assim, meio sem querer meio querendo enquanto assim estiver tudo bem.
A hora que ficar ruim a gente muda e tudo se resolve de novo.
Pra que tanto sofrimento?
Cada dia que passa é um dia a menos na vida. Você quer mesmo desperdiçar seus dias sofrendo/chorando/se lamentando e dizendo o quanto o mundo é cruel com você?
Faça algo pra mudar isso, lute.
Seja forte pra cair e se levantar, admitir que precisa de ajuda em alguns momentos, dizer não e aceitar que tem que ficar sozinho em outros.
Abrace, ame, sinta, seja, sofra, chore, ria, comemore, mude sem medo pra melhor sempre.
Facilite a vida ao invés de complicá-la mais,
quem sabe assim você não descobre o quanto ela é divertida?