terça-feira, 11 de junho de 2013
Presa dentro de um misto de dor e inconsequência que gritam dentro de mim.
E não há nada que os faça calar. Meus eus estão todos em conflito se digladiando por me ganhar ou me perder, não sei mais.
E não há refúgio, não há abrigo, não há maneira de fugir de você mesmo e aos poucos isso se torna seu maior pesadelo.
O sonho de se abandonar e partir se torna distante e obscuro, não há meio feliz de realizá-lo.
Que se há de fazer quando a luz no fim do túnel queimou? O ombro amigo sumiu? A paixão se dissipou? A esperança saiu sem dizer quando voltava? O que será de mim?
Sigo só, em busca de respostas, de meios de me contentar, seja na próxima nota da canção ou no próximo gole do meu copo.
sábado, 25 de maio de 2013
E tudo acaba onde começou. Os versos que me marcaram nos primeiros dias se complementam e voltam ao seu lugar.
Tudo ficou tão claro e o que era raro ficou comum...
A dor que tá doendo agora é como um monte de cacos cortando as minhas mãos enquanto eu tento inutilmente juntar.
Eu queria tanto sentir algo mais forte que não posso reclamar.
Quando eu fui embora uma grande parte de mim ficou pra trás, ficou com você.
Posso dizer que talvez tenha sido a parte mais linda que eu tinha. Entreguei pra você de forma tão sincera que não me arrependo.
É que na verdade eu preciso dizer que te amo tanto.
É por pouco tempo, eu espero.
Me espera que eu volto.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Sei lá. De repente me bateu toda aquela sensação de se estar perdido do mundo.
Ser cidadã do mundo é tão difícil quando ninguém mais te entende. A liberdade tatuada em minha pele está cada dia mais distante do que eu passo e vivo e sinto.
Viajar pra dentro de si mesmo é invariavelmente se deparar com todas as problemáticas que você vive escondendo.
Se torna grave quando a viagem acaba mas sua introspecção apenas começou.
Não quero voltar ao mundo real, a toda a correria e complicação que vem junto com esse sentimento difícil e complicado.
É indiscutível e inigualável a vontade de querer ficar ou sumir, simplesmente partir para a tão sonhada liberdade.
Quem sabe qualquer dia desses eu termine o que acaba de começar.
Quem sabe...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Como se fosse fácil. Como se fosse óbvio. Como se desse pra resolver tudo de maneira simples.
Me sinto a beira de um abismo sem solução. Sem poder cair e sem conseguir me afastar.
Falta uma luz pra seguir, um porto seguro. Parece que o chão se desfez e tudo o mais está sem nitidez.
E o que fazer quando tudo o mais parece vir ao chão de um jeito que não é possível consertar?
E o que fazer?
quinta-feira, 4 de abril de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Lá
Faz tanto tempo, nem sei se ainda sei fazer isso.
É que de repente me deu uma vontade familiar de jogar tudo pro alto...
Doses homeopaticas de remédios e Nando Reis não surtem mais o efeito esperado.
Eu ando pelo mundo e meus amigos cadê?
Sinto uma saudade de outro tempo que já nem tenho mais certeza se vivi.
Junto com uma vontade crescente de sair pelo mundo, fugir e correr talvez pra não voltar.
Deixar pra trás toda essa mágoa e essa angústia que hoje me fazem ser aquilo que não sou.
Tudo pode estar lá e eu aqui. Como vou saber?
E pela primeira vez as pessoas sinceramente não me prendem aqui. Não tenho mais certeza se algo me prende.
E é tanta cobrança, tanta espera, tanta confiança velada, que chega a incomodar e só impulsiona essa vontade que eu sinto de quebrar as correntes e fugir.
Enfim, liberta.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Consciência?
Quando pararem de chamar de "neguinho/a" de forma pejorativa, Quando desassociarem minha imagem a coisas ruins,
Quando pararem de me temer e me discriminar só porque eu "resolvi" ter mais melanina,
Quando as falas deixarem de dividir negros e brancos e começarem a se referir a todos como pessoas,
Quando frases como "tinha que ser preto" e "serviço de preto" pararem de se referir a coisas ruins,
Quando as cotas pararem de ser necessárias, quando negros deixarem de ter papéis estigmatizados nas novelas,
Quando a polícia parar com o racismo imbecil e passar a agir de forma justa com todos,
Quando pararem de tentar resumir minha história num dia e de tentar a redenção e o perdão com um feriado.
Aí sim poderemos comemorar não a consciência negra e simplesmente a consciência e o respeito entre nós, irmãos e iguais, negros, brancos, vermelhos, amarelos, azuis, o que for.