sábado, 17 de agosto de 2013
Você surgiu vindo do nada, como quem não quer nada e foi ganhando espaço e importância com o passar do tempo.
Já disse aqui uma outra vez que "depois da meia noite nós acendemos as luzes da cidade", pois essa noite fizemos mais que acender. Explosões de luzes foram vistas tamanha a potência da nossa vontade em acendê-las.
Como sempre, o papo fluiu, as horas passaram, as risadas vieram e as ideias sem pé-nem-cabeça povoavam o nosso histórico no infinito particular que dividíamos.
E por um mísero instante tudo pareceu se encaixar, como um grande quebra-cabeça no qual uma peça que estava faltando é encontrada debaixo do tapete.
Entre os sorrisos e a cumplicidade que nos é tão familiar, a noite virou dia que virou nova noite e trouxe consigo milhões de sensações despertadas por algo novo.
O que é isso? Que grande novidade maravilhosa é essa?
"O tempo vai dizer lento, o que virá"
E eu aguardo aqui, na esperança de poder dedicar outros tantos escritos singelos a dias assim.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
A sensação é a de reencontrar um velho amigo, um ente querido, alguém que partiu sem dar tchau direito e foi pra muito longe.
A sensação é de que você sabia que ele estava bem, com saudades mas vivo, forte e crescendo mundo afora.
De vez em quando o desaforado mandava notícias escassas, te dava esperanças de que ia voltar novamente só pra sumir de novo no ar.
Hoje, depois de quase dois anos sem notícias concretas, aqui estou estarrecida ainda do encontro matutino.
Como agir com alguém que ficou longe tanto tempo? O coração dava saltos nervosos e mãos e pés timidamente desajeitados tentavam abraçar e acolher o ser que finalmente estava de volta.
A alegria foi imensurável, mas não houveram lágrimas. O suor, velho conhecido, ganhou a fronte e fez se presente naquela hora que parecia um dia inteiro.
Depois da quebra de vergonha e devidamente reapresentados, nos fundimos em um. Como sempre foi e como nunca devia deixar de ser.
Então a hora acaba e eu vou embora, mas finalmente com a certeza de que ele veio comigo.
Não sei por fim dizer ao certo se quem voltou foi ele ou se eu é que passei esse tempo todo longe, só sei que finalmente me sinto parte de algo maior e mais forte, o lugar de onde eu nunca devia ter saído: os braços, pés, pernas e cabeças do ballet.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
E é por isso que ensinarei a meus filhos, se os tiver, a não criar expectativas.
De que servem? Trazem uma ansiedade descomunal, falta o sono, demora-se a se arrumar, vem o medo, a angústia, as malditas borboletas no estômago. Tudo isso pra que?
Pra se voltar frustrado pra casa, pensando no que não fez ou no que não disse e vendo todo o plano indo ladeira abaixo.
Se não há expectativas elas sempre serão superadas e dessa forma seremos mais calmos e felizes.
Não vou dizer a eles que não devem querer mais, mas planejar uma cena que envolva outra pessoa só funciona nos palcos.
A vida é com certeza uma caixinha de surpresas.
sábado, 6 de julho de 2013
E quer saber? Foda-se.
Se tentar não levar a vida sofrendo e culpando os outros for covardia, então eu sou o mais covarde dos seres que já pisou na face da Terra.
Além de burra, já que eu nunca entendo nada mesmo. Vai ver sou eu mesmo o problema.
Vai ver sumir vai fazer tudo melhorar.
Pode se tranquilizar, logo logo estarei longe daqui.
Tão longe quanto for possível.
E não incomodo mais, nem mando notícias que é pra não atrapalhar o desenvolvimento da sua vida perfeita.
domingo, 30 de junho de 2013
"E depois da meia noite, nós acendemos as luzes da cidade..."
E foi algo de tanta intensidade e com uma fluidez impressionante.
A naturalidade de tudo que se seguiu foi assustadoramente intrigante.
Seus braços até outrora distantes, me deram a segurança para sentir a música e flutuar.
Sua voz doce e seus gestos que me faziam sorrir abalarão meus sonhos futuros.
Aliás não sei sonhar se não for com você, não é mesmo?
Talvez um dia a gente chegue a ter essa conversa, talvez a gente chegue a se lembrar do que aconteceu.
E ria da nossa sobriedade tão ridícula quanto o que faríamos caso nós não a tivéssemos.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Presa dentro de um misto de dor e inconsequência que gritam dentro de mim.
E não há nada que os faça calar. Meus eus estão todos em conflito se digladiando por me ganhar ou me perder, não sei mais.
E não há refúgio, não há abrigo, não há maneira de fugir de você mesmo e aos poucos isso se torna seu maior pesadelo.
O sonho de se abandonar e partir se torna distante e obscuro, não há meio feliz de realizá-lo.
Que se há de fazer quando a luz no fim do túnel queimou? O ombro amigo sumiu? A paixão se dissipou? A esperança saiu sem dizer quando voltava? O que será de mim?
Sigo só, em busca de respostas, de meios de me contentar, seja na próxima nota da canção ou no próximo gole do meu copo.
sábado, 25 de maio de 2013
E tudo acaba onde começou. Os versos que me marcaram nos primeiros dias se complementam e voltam ao seu lugar.
Tudo ficou tão claro e o que era raro ficou comum...
A dor que tá doendo agora é como um monte de cacos cortando as minhas mãos enquanto eu tento inutilmente juntar.
Eu queria tanto sentir algo mais forte que não posso reclamar.
Quando eu fui embora uma grande parte de mim ficou pra trás, ficou com você.
Posso dizer que talvez tenha sido a parte mais linda que eu tinha. Entreguei pra você de forma tão sincera que não me arrependo.
É que na verdade eu preciso dizer que te amo tanto.
É por pouco tempo, eu espero.
Me espera que eu volto.