quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Ninguém mandou ter um coração que bate, pois é. Ninguém mandou também deixar ele bater livremente assim, sem nem tentar filtrar ou impedir. Ninguém avisou como proceder conforme as batidas começassem a te levar a lugares desconhecidos sem nenhum motivo aparente. Ninguém deixou você colocar nesse mesmo coração plaquinhas: ENTRADA SOMENTE PESSOAS AUTORIZADAS, SÓ ENTRE SE FOR CHAMADO ou ainda PROIBIDA ENTRADA DE PESSOAS ESTRANHAS. Ninguém avisou que você ia mobilhar e transformar o pequeno espaço do seu coração num lar pra ele permanecer vazio.
Ninguém disse que por causa desse ciclo infeliz de batidas você ia sofrer e se descabelar. Também ninguém teve a menor sensibilidade de avisar que a dor que ia acompanhar as batidas ia passar um dia, mas que ia demorar. Ninguém falou que 5 minutos depois de estar nas nuvens você poderia levar um puta tombo e se estabacar inteiro no chão. Ninguém tentou te ajudar a impedir essa porra desse coração de bater pra que você sofresse mesmo. Ninguém consegue entender plenamente o que você sente porque ninguém, NINGUÉM consegue acompanhar a batida ritmada do seu coração. Pois é, ninguém mandou ter um coração que bate.
Quando eu achar esse ninguém infeliz ele vai se ver comigo porque ninguém vai sair impune por fazer atrocidades como essas.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Cara Platonicidade,
Quero ser bem clara e já começar dizendo que está tudo acabado entre nós e gostaria de pedir para que você se mude para a puta que pariu, o inferno ou o fim do mundo, qualquer um dos destinos acima a sua escolha com tudo pago desde que seja o mais longe de mim possível. Peço desculpas se estou sendo brusca ou bruta para contigo mas desta maneira a situação está insustentável.
Vá para longe e leve contigo a dor, o desespero,, a solidão, o sofrer, o mal-querer e tudo o mais de ruim que te acompanha e por consequência me acompanha também. Durante todo esse tempo suportei a sua presença sem maiores reclamações mais agora vejo que não consigo mais fazê-lo.
Peço desculpas por terminar um relacionamento tão duradouro dessa forma brusca, mas não é você sou eu e eu sei que você vai encontrar alguém que preencha esse espaço de maneira mais competente que eu. Devo estar sendo um pouquinho indelicada ao dizer que foi melhor assim e que seguiremos nossas vidas mais felizes, pelo menos eu estarei mais feliz.
Obrigada por tudo aquilo que você me ensinou, mas acho que nossos dias de união estão próximos de terminar.
Se cuide,
Sem amor e nem reciprocidade como você gosta
Ná"


Felizmente aproxima-se o dia de finalmente enviar essa carta, pelo menos é o que parece.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Aí você vem e meu sorriso se abre, meu medo se vai, o tempo muda,a s coisas ganham mais cor. Como não amar? Como esquecer? Como ignorar? Como não sentir? Não há possibilidade e eu me pergunto como é que as pessoas ao seu redor conseguem não se apaixonar por você a todo instante.
Eu fico inquieta e ansiosa querendo te ver. E quando isso acontece, nervosa, não sei como agir.
É tanta coisa que se passa ao mesmo tempo dentro de mim que nem consigo enumerar ou descrever sou inundada por sensações diversas que me fazem querer chorar, sorrir e sair dançando como se eu fosse completamente louca por aí.
A parte pior é não ter a quem culpar, só resta conviver com isso até encontrar uma maneira de lidar com a situação...

terça-feira, 12 de julho de 2011

E em algum lugar do espaço aéreo brasileiro no trajeto em Campinas e Curitiba aconteceu isso aqui:
"Ela esperava, não sabia o que , não sabia porquê, mas esperava. Não sabia de onde, não sabia como. Mas sabia como o sol se punha todas as noites para a chegada da Lua, tão certo quanto a fórmula química da água é H2O. Ela acreditava que um dia o dia chegaria. E nesse dia tudoo que ela sempre quis e acreditou aconteceria.
O dia ainda não havia chegado então ela só acreditava. Sem ter porque nem como, esperava da maneira que só os sonhadores esperançosos acreditam. Acreditava da maneira que só os crentes fervorosos sabem esperar.
Ela sabia, podiam tirar todas as coisas da garota de cabelos enrolados e idéias mirabolantes menos a certeza que ela tinha de que um dia desses, num dia como outro qualquer o dia chegaria. Ao meio-dia no ônibus lotado ou à meia-noite embaixo da Lua.
Um dia desses ela seria surpreendida por aquilo que silenciosamente esperou e acreditou em todos os outros dias...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Você planeja durante semanas, se prepara psicologicamente e aí vem um ônibus e acaba com tudo. E quando você consegue finalmente se conformar que não deu certo e começa a se planejar de novo, vem a vida te dá uma sapecada e faz acontecer na marra aquilo que você pensou com todo o cuidado.


Pensando bem, obrigada vida por dar a coragem e o empurrãozinho que tava faltando pro plano sair do papel.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sabe aquelas menininhas típicas, naturalmente delicadas, que incrivelmente se mantêem arrumadas durante o dia inteiro, sem óculos, sem aparelho, sem cabelo comum, com milhões de amigas meninas, com um certo desprezo pelo meninos, que adoram animais, shopping e detestam futebol, que fazem pequenos xiliquezinhos e sempre conseguem aquilo que querem. Pois é, eu nunca fui uma dessas.
Eu sempre fui a 'esquisitinha' que ficava lendo sentada no chão e que aliás nunca se importou em sentar no chão do ônibus, trem, metrô, pátio, calçada, raio que o parta. Sempre fui também aquela que conversa com as senhorinhas e as ajuda a levantar ou pegar coisas ou ainda cede o lugar pra elas no ônibus. Desprezar meninos então sempre achei idiotice, conversar com eles é invariavelmente muito melhor do que com as meninas.
Frescura nunca foi muito comigo, apesar de insistirem que eu sou fresca pra comer ou coisa do gênero, eu sempre acabo me virando e tudo fica bem. Eu odeio andar, procurar ou buscar algo que seja consumível ou passar 450 horas dentro de um shopping andando, odeio com todas as minhas forças. Prefiro ficar sentadinha vendo algum esportezinho bacana, de preferência futebol [normal ou americano], longe das coisas cor-de-rosa e do mundo um tanto quanto fútil.
Eu desconfio que seja por essas e outras que invariavelmente eu viro mano e não amor. Não sou nem o modelinho de menininha e nem a menina estilosa que conquista atenções com facilidade. Eu assim palhaça, reclamona, enfrento motoristas enfurecidos no trânsito, mas fujo de aranhas e cachorros, irritante, saltitante, que fala palavrão, dança e canta o tempo todo.
Eu sou dessas.

domingo, 19 de junho de 2011

Só pra não deixar de ser tosca.

Confesso que sempre conversei com muita gente, muitas pessoas sempre vieram me pedir ajuda, mesmo quando elas não eram minhas amigas de fato elas vinham a minha procura em busca de algum conselho ou conforto e acabavam na maior parte das vezes virando minhas amigas por isso. Isso é algo meu que sempre tive e pelo visto vou ter pra sempre. De alguma maneira eu faço as pessoas enxergarem as coisas por prismas diferentes e isso faz com que elas achem as respostas que procuram.
Já escrevi por mais de uma vez que tenho alguns problemas em aceitar que eu sou um ser humano útil na vida. Não me sinto importante e vivo tentando provar pra mim mesma que talvez eu não seja tão inútil assim. Nunca foi tarefa fácil me convencer de algo, a teimosia que é minha e dessa eu não abro mão, nunca permitiu. Mesmo que a pessoa que esteja tentando me convencer seja eu.
Só que ultimamente, tenho que admitir, que eu tenho me sentido nem tão inútil assim. Nesse ano essa confissão com a qual eu comecei o texto se tornou cada vez mais ocorrente e verdadeira. E quando alguém te diz que precisa de você ou te agradece por você ter sido solícita e solucionadora de problemas no momento certo, você precisa retribuir de alguma forma.
Essa é a minha. Por mais que as pessoas insistam que eu as tenha ajudado muito, elas me ajudaram muito mais e sem saber disso.
Obrigada, de verdade, por me fazer sentir como se talvez eu fosse de fato útil e importante na vida.
[Esse foi um texto tosco de agradecimento à todas as pessoas que já me ajudaram um dia, com um destaque especial pro ser humano fofo que me deu meu peixinho ;)]